Início

NOTÍCIAS
IMPRENSA
Egoísmo e falta de ética são causas da crise
05/07/2016

A corrupção, a intolerância e a impunidade estão na origem da crise da Guiné-Bissau, concluíram os participantes de uma série de reuniões destinadas a preparar a conferência guineense sobre a reconciliação nacional, agendada para Novembro deste ano e apoiada pela ONU?.


Durante a série de encontros, realizada desde 2011 em todo país e encerrada no domingo, os participantes debateram a crise institucional guineense e as conclusões preliminares sobre as raízes do  conflito revelam que “o egoísmo e a falta de ética no exercício político” estão entre as causas do actual momento da Guiné-Bissau.

Entre as recomendações dos encontros, constam identificar as causas dos conflitos e sugestões para os resolver, medidas concretas de combate à impunidade e o julgamento de responsáveis por assassinatos políticos, inversões da ordem constitucional e tráfico de drogas “como essenciais a qualquer solução duradoira para a instabilidade na Guiné-Bissau.”
Estas recomendações devem ser adoptadas na conferência nacional intitulada “Caminhos para a paz”, destinada a destacar o perdão e o diálogo franco entre os guineenses.
 
A conferência sobre a reconciliação nacional na Guiné-Bissau tem o apoio do Fundo da ONU para a Consolidação da Paz e do Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (Uniogbis), mandatado pelo Conselho de Segurança, para apoiar um diálogo político inclusivo e o processo de reconciliação nacional.
 
À Rádio ONU, a porta-voz da Uniogbis, Júlia Galvão Alhinho, disse que participam na conferência nacional delegados de todas as regiões do país e de todos os sectores da sociedade, que vão aprovar o relatório final do encontro e escolher o mecanismo de reconciliação a adoptar pela Guiné-Bissau.  
A escolha dos mecanismos de reconciliação que o país vai adoptar cabe aos guineenses, disse a também chefe do Gabinete da Informação Pública do Uniogbis, ao mesmo tempo que sublinhou que “não faltam exemplos de outros países e modelos de diálogo e reconciliação.”
 
Não é a primeira vez que os políticos são considerados culpados pela crise política e institucional guineense.  O antigo enviado da ONU para a Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, responsabilizou as elites políticas pelo que qualificou de um país “falhado em todos os sentidos.”  
Na altura, José Ramos-Horta disse que os dirigentes militares eram “responsabilizadas por tudo o que se passava” na Guiné-Bissau quando na verdade “são os políticos que manipulam os militares e os incitam a apoiar uma facção ou outra.”
 
Para o antigo enviado da ONU à Guiné-Bissau, as elites políticas daquele país “são as culpadas pelo trágico estado das coisas, pela má gestão, pelo desperdício, pela corrupção e pelo empobrecimento da população” e os militares “apenas se juntaram ao grande assalto levado a cabo pelos políticos.” 
Especialistas são unânimes em afirmar que a falta de diálogo e a intolerância promovem a instabilidade na Guiné-Bissau e não poucos defendem uma acção musculada da ONU para inverter o quadro. 
 
Os militares guineenses têm-se mantido neutros na mais recente crise política e institucional.
 



Imprensa
Notícias, Revista de imprensa, Entrevistas,
Fotos, Audio e Vídeo








Próximos eventos

 

13.06.2016

Encontro com Ministro dos Negócios Estrangeiros do Timor-Leste


13.06.2016

Encontro com Ministro dos Negócios Estrangeiros do Timor-Leste


Contactos

 

Mapa do site     |     Política de privacidade